Ainda consigo me lembrar das primeiras estórias da minha infância. Minha primeira professora e incentivadora de minha iniciação ao mundo mágico da leitura foi minha mãe. Mulher muito simples, com formação escolar nas séries iniciais, mas de uma sabedoria admirável! Como era gostosa ouví-la contar os grandes clássicos infantis com tanta docilidade...
Escrevi minhas primeiras palavras ainda com quatro anos, aprendi observando minha mãe ensinar a minha "Tata" (irmã mais velha). Mamãe conta que, às vezes, eu entendia a lição antes mesmo de minha irmã e ainda explicava pra ela com minha inocência de criança: “É assim Tata!" E quantas vezes chorei porque queria ir à escola como minha irmã, mas minha mãe dizia que eu ainda era muito pequena...
Mais tarde, nas séries iniciais, li com autonomia meu primeiro livro “Vovó fugiu de casa", não me lembro do autor, mas não esqueço o sabor da primeira leitura.
Desde então, minha aventura pelo fascinante mundo da leitura não teve mais fim. Li praticamente todos os livros da série Vaga-lume, alguém se lembra de “O misterioso caso da borboleta Atíria”,de Lúcia Machado de Almeida, de " Zezinho, o dono da porquinha preta", de Jair Vitória, a saga do " O Cachorrinho Samba”, de Maria José Dupré, e "As aventuras dos Karas", de Pedro Bandeira?
Quem lembra de "A marca de uma lágrima"? Acho que toda adolescente da década de 90 leu e se emocionou com esta bela história de amor...
Enfim, na adolescência me apaixonei por “Vinícius” e tive um longo caso de amor com “Drummond”, qual adolescente que resiste a tamanha sedução?
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