Esse blog faz parte do programa de formação a distância de educadores da Rede Pública do estado de São Paulo"MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO".Participam de sua elaboração: Andréia Santos Almeida de Souza, Aparecida Nogueira dos Santos, Arisângela Maria Andrade,Cheila da Silveira e Christiani de Souza
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
SITUAÇÃO DE
APRENDIZAGEM
Meu primeiro
beijo
Público alvo: 9º ano
ROTEIRO:
A) -Leitura
de imagens
-Discussão oral
sobre o tema
B) -
Leitura compartilhada
-Vocabulario
C) -Interpretação
e elaboração de questões
-Leitura
silenciosa
D) -Pesquisa
sobre o autor e o período em que ele escreveu a crônica
-Produção de ficha informativa de leitura
-Discussão oral:
diferenças de comportamento de cada época e de países (lugares que não permitem
o beijo em público)
E) -Leitura
de outros textos de diferentes gêneros sobre o mesmo assunto com análise de
palavras chave
-Resgate de
informações implícitas e explícitas no texto
-Exibição de um
trecho do filme “Meu primeiro amor”
-Pesquisa de
letras de música que tenham como tema o primeiro beijo
F) -Dramatização
da crônica lida
-Produção de um
final alternativo para a crônica
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Situação de aprendizagem- Crônica Meu primeiro Beijo
Antônio Barreto
É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
" Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antônio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.
PÚBLICO ALVO: 9º ANO
OBJETIVO:
- Levar o aluno a apreciação da obra literária, aprender o gênero crônica, perceber a intertextualidade com outras fontes, perceber a interdisciplinaridade com as disciplinas de biologia, química, física, matemática e português.
DURAÇÃO: 6 aulas
Recursos: Livro Beijo na Boca de Yvan Jafre, Editora Moderna, cópias do trecho do livro Balada do primeiro amor, de Antônio Barreto, Meu primeiro beijo.
ESTRATÉGIAS:
-No primeiro será apresentado o tema “Meu primeiro beijo aos alunos , iniciando uma conversa sobre o assunto. Em seguida entrega-se o texto aos mesmos, fazendo uma leitura dramatizada, com ajuda de alguns alunos. Perguntar se já conhecem o texto e o autor, se a história poderia ter acontecido com qualquer um , retomando as características de uma crônica. Se eles identificam alguma semelhança com as outras disciplinas.
-Num segundo momento abordaria se eles conhecem outros textos, músicas, ou filmes que abordem o mesmo tema e pedir que compartilhem com os demais.
-Trazer trechos do livro de Yvan Jafre, que fala da história e formas do beijo e fazer um paralelo com o texto de Antônio Barreto.
- Finalmente encerraríamos com a produção de uma crônica sobre o tema estudado, podendo ser publicado no blog, jornal da escola, livro ou no mural da sala.
AVALIAÇÃO: Será feita através da participação do aluno nas atividades realizadas em sala de aula e também da produção de texto final.
domingo, 16 de junho de 2013
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM : Texto "PAUSA" – Moacyr Scliar
Público Alvo – 8º e 9º anos - Língua Portuguesa
Tempo: 8 aulas
Roteiro
1- Ativação de conhecimentos de mundo prévia à leitura.
- Apresentar o título do texto , o nome do autor deste conto e considerações a respeito do mesmo;
- Perguntar o que os alunos sabem a respeito da palavra “pausa” e anotar na lousa.
2- Ativação de conhecimentos de mundo durante o ato de ler.
- Organizar a sala de aula para uma roda de leitura;
- Entregar o texto;
Pausa- Moacyr Scliar
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
— Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.
— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
— Por que não vens almoçar?
— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:
— Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
— Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
— Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.
— Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
— Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; o índio acabara de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
— Já vai, seu Isidoro?
— Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
— Até domingo que vem, seu Isidoro - disse o gerente.
— Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; anoite caía.
— O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.
[De O Carnaval dos Animais. Porto Alegre, Ed. Movimento, 1963]
- Iniciar a leitura compartilhada, que deve ser interrompida ao término do 17º parágrafo “...- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto. ...” .
3- Antecipação ou predição de conteúdos ou propriedades do texto.
- Neste momento os alunos deverão fazer o levantamento de hipóteses sobre qual será o desencadeamento do enredo e qual sua relação com o título. “ Como dizia Frank Smith 1989, trata-se de um ‘jogo de adivinhação’ “ ;
- Continuar a leitura até o final do texto.
4- Checagem de hipóteses.
- Perguntar aos alunos se as hipóteses levantadas por eles foram confirmadas ou não e neste momento incentivar o levantamento de novas hipóteses, agora mais adequadas, sobre a relação do texto com seu título.
5- Produção de inferências locais.
- Indagar os alunos a respeito da compreensão geral do texto e detectar se houve alguma lacuna na compreensão;
- Verificar se o que ocasionou a incompreensão foi o desconhecimento de alguma palavra ou expressão;
- Caso haja palavras ou expressões que causaram dúvidas aos alunos fazer uma releitura dos parágrafos onde estão contidas essas palavras e incentivar a reflexão sobre o significado das mesmas recorrendo ao contexto e ao conhecimento de mundo dos alunos.
6- Percepção de relações de intertextualidade (no nível temático ).
- Apresentar outros gêneros textuais que estão tramados a este através de temas ou conteúdos abordados;
- Distribuir a letra de música “O dia em que a Terra parou (Raul Seixas e Cláudio Roberto), fazer a audição da mesma e pedir para que os alunos verifiquem qual é a relação deste com o texto “Pausa”, fazer uma reflexão coletiva e apresentar algumas imagens selecionadas fazendo a mesma indagação anterior.
O Dia Em Que a Terra Parou
Raul Seixas
Autor: Raul Seixas , Raul Seixas E Cláudio Roberto
Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
com o dia em que a Terra parou
Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém
O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
e o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar
No dia em que a Terra parou
E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia que o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
No dia em que a Terra parou
O comandante não saiu para o quartel
Pois sabia que o soldado também não tava lá
e o soldado não saiu pra ir pra guerra
Pois sabia que o inimigo também não tava lá
e o paciente não saiu pra se tratar
Pois sabia que o doutor também não tava lá
E o doutor não saiu pra medicar
Pois sabia que não tinha mais doença pra curar
No dia em que a Terra parou
Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, acordei
No dia em que a Terra parou
Eu acordei
No dia em que a Terra parou, acordei
No dia em que a Terra parou
Justamente
No dia em que a Terra parou
Eu não sonhei, acordei
No dia em que a Terra parou
No dia em que a Terra parou
No dia em que a Terra parou
Fonte: http://www.radio.uol.com.br/#/letras-e-musicas/raul-seixas/o-dia-em-que-a-terra-parou/459617
Imagens


Fonte: http://www.google.com.br/imagens
7- Oficina de produção:
- A partir da leitura do texto “Pausa” e das reflexões feitas, os alunos deverão em grupo produzir textos de gêneros diversificados: música, paródia, notícia, poesia, teatro etc. e apresentá-los posteriormente.
Situação de aprendizagem
Objetivo: Desenvolver habilidades de leitura de textos narrativos
e a habilidade de interpretação e escrita; despertar a sensibilidade para o
texto literário e o interesse pela leitura da obra de Antonio Barreto “Balada
do primeiro amor”
Público Alvo:9ºano
Tempo :6 aulas
Estratégia e recursos da aula: Trecho do filme Nunca
fui beijada ” e o livro “Balada do primeiro amor” de Antonio
Barreto
1-Em primeiro momento, faça
um levantamento de hipóteses sobre o título do texto “Meu primeiro beijo” de Antonio Barreto.Depois
peçam aos alunos que façam a leitura silenciosa e em seguida o professor fará a
leitura em voz alta.
2-O professor abordará
algumas questões sobre o livro:
a)Qual o tema abordado na leitura;
b)Se os alunos conhecem o autor
e se já leram alguma obra;
c)O que os alunos pensam a
respeito do tema abordado:
2-Após
esse pequeno debate , o professor desenvolverá atividades de interpretação sobre
a obra literária:
3-Assistir o filme “Nunca fui beijada” que
trata de uma jovem que aos 25 anos, Josie é uma
redatora de um grande jornal. Ela inventa uma reportagem que pode ser sua
grande chance para tornar-se repórter: disfarça-se como aluna de sua própria
escola de segundo grau e tenta descobrir alguma grande história sobre a vida dos
adolescentes.A reportagem acaba tornando-se uma espécie de chance de reviver
sua própria adolescência. O que ninguém sabe é que ela nunca viveu um romance,ou
seja,nunca foi beijada Mas em sua volta à escola, tudo pode mudar,pois ela
acaba escrevendo sobre o primeiro beijo.
4-Após assistirem o filme, os
alunos farão uma crônica que tenha como tema o beijo;
5-Avaliação será pela
participação nas atividades desenvolvidas .
sexta-feira, 14 de junho de 2013
PERFIL
CHEILA DA SILVEIRA (Cursista) Santa Isabel-SP
Olá, meu nome é Cheila, tenho 36 anos e leciono Língua Portuguesa desde 2007. Moro numa pequena cidade chamada Santa Isabel e nas horas vagas gosto de ler sobre assuntos variados, um dos livros que mais chamou minha atenção foi Complexo de Cinderela de Colette Dowling.
CHEILA DA SILVEIRA (Cursista) Santa Isabel-SP
Olá, meu nome é Cheila, tenho 36 anos e leciono Língua Portuguesa desde 2007. Moro numa pequena cidade chamada Santa Isabel e nas horas vagas gosto de ler sobre assuntos variados, um dos livros que mais chamou minha atenção foi Complexo de Cinderela de Colette Dowling.
DEPOIMENTO
Primeiros passos ...
A pessoa que me iniciou no mundo fantástico das histórias, me inspirou e trouxe encantamento, foi minha avó materna.
Quando criança ela reunia as filhas mais novas e as netas para contar histórias de seres fantásticos e nós crianças ficávamos hipnotizadas com o que ouvíamos, o mais interessante é que ela contava de uma forma que tudo aquilo parecia real e nem eu, nem minha irmã e tias sequer imaginávamos duvidar daquilo tudo.
Antes de dormir eu ficava repassando na memória aquelas histórias e minha imaginação voava, ficava imaginando onde estariam, ali, naquele momento, o lobisomem e outros seres, quem eles estariam assustando? - e ficava muito feliz por estar segura dentro de minha casa.
Depois de muito tempo, já na minha adolescência me encantei com os livros, me lembro como se fosse hoje os primeiros livros lidos que de fato me fizeram mergulhar em suas histórias e viver muitas emoções com seus personagens.
A partir do momento em que eu conheci toda a magia e encantamento que a leitura dos livros podia me proporcionar me tornei uma leitora voraz, que passava horas e horas do dia debruçada sobre meus novos amigos, então me apaixonei e nunca mais parei de ler.
Primeiros passos ...
A pessoa que me iniciou no mundo fantástico das histórias, me inspirou e trouxe encantamento, foi minha avó materna.
Quando criança ela reunia as filhas mais novas e as netas para contar histórias de seres fantásticos e nós crianças ficávamos hipnotizadas com o que ouvíamos, o mais interessante é que ela contava de uma forma que tudo aquilo parecia real e nem eu, nem minha irmã e tias sequer imaginávamos duvidar daquilo tudo.
Antes de dormir eu ficava repassando na memória aquelas histórias e minha imaginação voava, ficava imaginando onde estariam, ali, naquele momento, o lobisomem e outros seres, quem eles estariam assustando? - e ficava muito feliz por estar segura dentro de minha casa.
Depois de muito tempo, já na minha adolescência me encantei com os livros, me lembro como se fosse hoje os primeiros livros lidos que de fato me fizeram mergulhar em suas histórias e viver muitas emoções com seus personagens.
A partir do momento em que eu conheci toda a magia e encantamento que a leitura dos livros podia me proporcionar me tornei uma leitora voraz, que passava horas e horas do dia debruçada sobre meus novos amigos, então me apaixonei e nunca mais parei de ler.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
Memórias de Leitura
Bem, me lembro que nos meus primeiros seis anos,meus parentes (avós,
tios e pais) reuniam para contar "causos". Morávamos na zona rural
perto da fazenda onde meus pais e parentes trabalhavam.
Suas histórias fictícias eram monstruosas e assustadoras. Na época eu ouvia
tudo e acreditava que era real, pois, eles colocavam vida em tudo que contavam
com muita simplicidade, não tinham muito estudo, mas, talento para
contadores de histórias era o que não faltava.
Eu e meus irmãos,
ficávamos atentos às histórias de lobisomem, mula sem cabeça, corpo seco, a
lanterna que perseguia as pessoas na mata e outras.
Aos sete anos iniciei os estudos, mas, era uma menina muito tímida que não
queria ir para escola, pois, não suportava a ideia de ficar longe da família. Reprovei
os dois primeiros anos, mas,quando fazia o primeiro ano pela terceira
vez,conheci um anjo que mudou a minha história, pois, me despertou
"para o mundo da aprendizagem”.
A professora Cidinha era o meu "anjo”, simpática tinha uma voz suave e encantadora.
Tudo que ela ensinava era “mágico" transformador. Sua metodologia era a simplicidade,
valorização do ser humano e muito empenho. Comecei a ouvir histórias contrárias
aos casos que ouvia dos meus pais e me amedrontavam. Assim tive contato com
dois mundos: "o do terror e o da magia”. Lembro-me dos contos de fadas, Cinderela Branca de Neve e outras histórias maravilhosas que ganhavam
vida ao ser contada pela professora Cidinha.
A partir dai comecei a ler tudo que me aparecia pela frente, pois, na época às
escolas não tinham livros disponíveis como hoje. Não reprovei mais e no
quarto ano participei de um concurso de redação sobre "a merenda
escolar" e consegui me classificar em primeiro lugar.
Acredito que a professora Cidinha conseguiu entender às minhas
necessidades básicas. E como relatou Antonio Candido, em seu depoimento de
leitura, "ocorreu à humanização, o exercício da reflexão e a aquisição do saber,
a boa disposição para com o próximo e o afinamento das emoções”.
Aparecida Nogueira Santos
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Meu pai ... minha filha ...
Desde criança sempre gostei de ler, mas gostava mais ainda quando meu
pai lia pra mim, ele contava muitas historias e as tornava sempre
emocionantes, pois fazia com que eu me sentisse personagem delas, fazia
com que eu me sentisse fora da realidade e quisesse viver nesse mundo a
parte e tão cheio de magia e mistério, pena descobrir que não se pode
viver no mundo imaginário pra sempre, por isso comecei a ler por conta própria e a trazer esse mundo imaginário perfeito para a realidade que
me cerca e não é tão colorida e perfeita assim, mas as lembranças do meu
pai lendo pra mim são muito fortes, e fazem com que eu leia pra minha
filha, que com certeza também lerá pros meus netos e assim, quem sabe, também não teremos mais leitores no nosso mundo real.
Christiani de Souza
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Meu mundo encantado...
Ainda consigo me lembrar das primeiras estórias da minha infância. Minha primeira professora e incentivadora de minha iniciação ao mundo mágico da leitura foi minha mãe. Mulher muito simples, com formação escolar nas séries iniciais, mas de uma sabedoria admirável! Como era gostosa ouví-la contar os grandes clássicos infantis com tanta docilidade...
Escrevi minhas primeiras palavras ainda com quatro anos, aprendi observando minha mãe ensinar a minha "Tata" (irmã mais velha). Mamãe conta que, às vezes, eu entendia a lição antes mesmo de minha irmã e ainda explicava pra ela com minha inocência de criança: “É assim Tata!" E quantas vezes chorei porque queria ir à escola como minha irmã, mas minha mãe dizia que eu ainda era muito pequena...
Mais tarde, nas séries iniciais, li com autonomia meu primeiro livro “Vovó fugiu de casa", não me lembro do autor, mas não esqueço o sabor da primeira leitura.
Desde então, minha aventura pelo fascinante mundo da leitura não teve mais fim. Li praticamente todos os livros da série Vaga-lume, alguém se lembra de “O misterioso caso da borboleta Atíria”,de Lúcia Machado de Almeida, de " Zezinho, o dono da porquinha preta", de Jair Vitória, a saga do " O Cachorrinho Samba”, de Maria José Dupré, e "As aventuras dos Karas", de Pedro Bandeira?
Quem lembra de "A marca de uma lágrima"? Acho que toda adolescente da década de 90 leu e se emocionou com esta bela história de amor...
Enfim, na adolescência me apaixonei por “Vinícius” e tive um longo caso de amor com “Drummond”, qual adolescente que resiste a tamanha sedução?
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